quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Schawarzwald, ou simplesmente, Bar do Alemão

Passaram-se trinta anos desde a época em que uma cozinheira de origem alemã ensinou os segredos da culinária de seu país à brigada do então novato Bar do Alemão. Dona Inge - os aprendizes não conseguiam pronunciar seu nome inteiro, que caiu em esquecimento - se foi mas pouca coisa mudou na casa. Ainda estão lá os móveis de madeira escura, os pôsteres de paisagens da Bavária e de outras regiões germânicas e as arandelas amareladas que conferem luz baixa ao ambiente. O cardápio também preserva pratos como o eisbein com salsichão e salada e o marreco recheado de purê de maçã e repolho roxo.



Mas um dos petiscos mais caros aos botequeiros curitibanos conquistou os jurados: é a carne de onça, feita com patinho moído três vezes e temperado apenas com sal, pimenta- do-reino e noz-moscada. Servida crua, ela aparece como aperitivo e em porção individual, que chega à mesa ladeada por batata frita e salada. Trata-se de companhia perfeita para o chope Brahma, também eleito o melhor da cidade. Em uma única noite, chegam a ser vendidos 24 barris de 50 litros da bebida, gabam-se os proprietários da casa. O chope também compõe uma outra instituição difundida ali: o submarino, em que uma dose de steinhaeger fica imersa no fermentado.

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